Gustavo Almeida Jacinto do Nascimento[1]
Profa. Dra. Rozineide Iraci Pereira da Silva[2]
[1]Gustavo Almeida Jacinto do Nascimento, Cristian Business School
2 Pedagoga, psicopedagoga, Analista do Comportamento Aplicada, Especialista em Escrita Acadêmica Avançada, Mestra em Ciências da Educação, Doutora em Ciências da Educação pela Universidade Federal de Alagoas-UFAL e professora orientadora da Christian Business School-CBS. E-mail : rozineide.pereira1975@gmail.com.
RESUMO:Esse artigo buscou analisar o fluxo de atendimento e o manejo clínico da violência sexual na Atenção Primária à Saúde (APS), identificando os principais desafios que comprometem a integralidade do cuidado e discutindo estratégias para a qualificação das práticas médicas. Para isso, realizou-se uma revisão integrativa da literatura, construída a partir da seleção, leitura e análise de dezenove estudos científicos, além de documentos normativos e protocolos oficiais relacionados ao atendimento às vítimas de violência sexual. Os dados evidenciaram fragilidades no reconhecimento precoce dos casos, dificuldades no acolhimento, baixa adesão aos protocolos assistenciais, insegurança dos profissionais, subnotificação e limitações na articulação entre os diferentes níveis da rede de atenção. Em contrapartida, também foram identificadas experiências exitosas fundamentadas na atuação multiprofissional, na organização de fluxos assistenciais e na educação permanente das equipes. Conclui-se que a APS desempenha papel estratégico no cuidado às vítimas de violência sexual, porém ainda enfrenta barreiras estruturais, institucionais e organizacionais que limitam a efetividade das ações. Dessa forma, recomenda-se o fortalecimento da capacitação profissional, a revisão dos protocolos clínicos, o aprimoramento dos processos de vigilância e a ampliação da articulação intersetorial para assegurar uma assistência mais qualificada, humanizada e integral.
Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde. Manejo clínico. Violência sexual.


