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PERCEPÇÕES DOS PROFESSORES FRENTE AOS DESAFIOS DO PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR NA EMEIEF FLOR DO PIQUIÁ, EM PORTO VELHO/RO

Elisangela Tavares Santos[1]
 
Orientadora: Rozineide Iraci Pereira da Silva[2]


[1] Mestra, Christian Business School. E-mail: elisangelatavares@gmail.com
[2] Ph.D. Doutora em Ciências da Educação, Mestra em Ciências da Educação pela Universidade Federal de Alagoas-UFAL, Psicopedagoga, Pedagoga, Analista do Comportamento Aplicada, Especialista em Escrita Acadêmica Avançada, Professora do Ensino Superior e professora orientadora da Christian Business School-CBS. E-mail: rozineide.pereira1975@gmail.com. https://orcid.org/0009-0000-6863-7874

RESUMO: Esse artigo buscou analisar as percepções dos professores da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Flor do Piquiá, em Porto Velho/RO, acerca dos desafios enfrentados no processo de inclusão de estudantes público-alvo da Educação Especial em turmas do ensino regular, compreendendo de que modo esses desafios atravessam o fazer pedagógico e a organização escolar. Para isso, realizou-se um estudo de caso de abordagem qualitativa, apoiado em procedimentos quantitativos descritivos, com a participação de trinta e dois professores, gestores e profissionais do Atendimento Educacional Especializado, cujos dados foram coletados por questionário estruturado e submetidos à análise temática organizada nos eixos planejamento pedagógico, formação docente, apoios institucionais, condições estruturais e relações interpessoais. Os dados evidenciaram que, embora o grupo seja composto majoritariamente por docentes experientes, apenas 5% receberam formação específica sobre inclusão durante a graduação e a maioria avalia seu conhecimento sobre práticas inclusivas como apenas parcial. Foram identificadas barreiras pedagógicas, atitudinais, estruturais e de gestão, com destaque para a insuficiência de recursos pedagógicos e tecnológicos (38%), a ausência de formação profissional (21%) e a falta de apoio da gestão escolar (17%), somadas a turmas numerosas e à fragilidade da articulação com o Atendimento Educacional Especializado. Em contrapartida, 47% dos participantes relataram experiências exitosas de inclusão, vinculadas sobretudo à colaboração entre profissionais. Conclui-se que a efetivação da inclusão escolar na instituição investigada é tensionada por múltiplas barreiras que não se reduzem ao despreparo individual do docente. Dessa forma, recomenda-se o investimento em formação inicial e continuada articulada ao cotidiano escolar, a melhoria das condições de trabalho, a ampliação dos recursos de acessibilidade e a organização de tempos e espaços institucionais para o planejamento coletivo e o coensino.

Palavras-chave: Educação inclusiva. Percepções docentes. Atendimento Educacional Especializado.

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