ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL E PERMANÊNCIA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA: CONVERGÊNCIAS E LACUNAS NA PRODUÇÃO ACADÊMICA BRASILEIRA

Wanessa Campos Mascarenhas [1]

Orientadora: Rozineide Iraci Pereira da Silva [2]


[1] Mestranda em Ciências da Educação, Christian Business School (CBS). nessa.campos@ifpi.edu.br.

[2] Ph.D. Doutora em Ciências da Educação, Mestra em Ciências da Educação pela Universidade Federal de Alagoas-UFAL, Psicopedagoga, Pedagoga, Analista do Comportamento Aplicada, Especialista em Escrita Acadêmica Avançada, Professora do Ensino Superior e professora orientadora da Christian Business School-CBS. E-mail: rozineide.pereira1975@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0000-6863-7874.

RESUMO: Este artigo examina o que a literatura brasileira estabeleceu, e o que ainda não conseguiu estabelecer, sobre a relação entre assistência estudantil e permanência na Educação Profissional e Tecnológica. Trata-se de revisão bibliográfica narrativa, de abordagem qualitativa e caráter exploratório-descritivo, com levantamento na SciELO, no Portal de Periódicos da CAPES e no Google Acadêmico, acrescido da legislação federal e de documentos do Ministério da Educação. O corpus reuniu vinte fontes, lidas integralmente e agrupadas por afinidade temática. A produção examinada converge ao indicar que estudantes beneficiários de auxílio permanecem em proporção maior que os não beneficiários. Essa convergência se apoia, porém, em evidência frágil, pois os estudos raramente acompanham o mesmo estudante antes e depois da concessão do benefício e quase nunca relacionam o resultado acadêmico ao volume de recursos investido. Soma-se a isso a adoção de critérios avaliativos próprios em cada instituição, o que impede comparações. A educação técnica de nível médio aparece pouco investigada. Conclui-se que o auxílio financeiro é condição necessária, mas insuficiente, para a permanência, e que faltam ao campo desenhos de pesquisa capazes de medir a magnitude desse efeito.

Palavras-chave: Assistência estudantil; Permanência estudantil; Educação profissional e tecnológica.
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APRENDER A JULGAR: DÉDALO, O LABIRINTO E A FORMAÇÃO ÉTICA DIANTE DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Narda Telles [1]


[1] Discente, CBS – Christian Business School.

RESUMO: Este artigo analisa a formação do julgamento ético diante do uso da inteligência artificial na educação. A investigação parte do ensaio de Jatobá (1992) sobre Dédalo e o labirinto, reconhecido como interlocução inicial para a aproximação entre mito, técnica e ética, e desloca essa leitura para uma questão educacional: como aprender a julgar quando respostas e decisões passam a ser mediadas por sistemas cujo funcionamento e cujas consequências não dominamos inteiramente? Trata-se de pesquisa qualitativa, bibliográfica e interpretativa, desenvolvida como ensaio teórico. O percurso articula a prudência em Aristóteles (2014), o pensamento e a responsabilidade em Arendt (2004), o debate de Pinheiro e Valente (2024) e as orientações da UNESCO (2021) para a ética da inteligência artificial. A análise identifica no mito cinco núcleos: a potência técnica de Dédalo, o poder de Minos, a opacidade do labirinto, a desmedida de Ícaro e a orientação oferecida pelo fio de Ariadne. Os resultados indicam que princípios e normas são necessários, porém insuficientes quando não se forma a capacidade de examinar circunstâncias, finalidades e consequências. Conclui-se que educar eticamente para a inteligência artificial exige preservar a autoria da decisão, tornar visíveis os sujeitos afetados e aprender a responder pelo caminho escolhido.

Palavras-chave: julgamento ético; inteligência artificial; educação.
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O PAPEL DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO DESENVOLVIMENTO DA INCLUSÃO ESCOLAR

Gizelly Barroso Passos da Silva [1]

Adriana Lúcia Leal da Silva [2]

Luiz Clebson de Oliveira Silvano [3]

Orientadora: Rozineide Iraci Pereira da Silva [4]


[1] Doutoranda em Educação – Christian Business School. Mestre em Educação pela Fundação Universitária Ibero-americana; professoraed@hotmail.com.

[2] Doutoranda em Educação – Christian Business School. Mestre em Ensino de Ciências e Humanidades – Universidade Federal do Amazonas/AM; drikaluleal@hotmail.com.

[3] Doutorando em Educação – Christian Business School. Mestre em Ensino de Ciências e Humanidades – Universidade Federal do Amazonas/AM. luizclebson@hotmail.com.

[4] Ph.D. e Doutora em Educação pela Christian Business School, título de doutora em educação reconhecido pela Universidade Federal de Alagoas – UFAL; Neide-silva96@hotmail.com.

RESUMO: Esta pesquisa objetivou-se analisar as contribuições da Educação Física para a promoção da inclusão escolar, identificando os principais desafios enfrentados pelos professores e as estratégias que favorecem a participação efetiva de todos os estudantes nas atividades pedagógicas. A pesquisa foi desenvolvida por meio de uma abordagem qualitativa, utilizando a pesquisa bibliográfica como procedimento metodológico, fundamentada na análise de produções científicas relacionadas à Educação Física, inclusão escolar e práticas pedagógicas inclusivas. Os resultados evidenciaram que a Educação Física constitui um importante instrumento para o desenvolvimento da socialização, da cooperação e do respeito às diferenças, contribuindo significativamente para a construção de ambientes escolares mais inclusivos. Entretanto, foram identificados desafios relacionados à formação docente, à adaptação curricular e à disponibilidade de recursos adequados para atender às necessidades dos alunos. Conclui-se que a adoção de metodologias diversificadas, o planejamento inclusivo e a formação continuada dos professores são fatores essenciais para garantir uma participação mais ampla e significativa de todos os estudantes no contexto escolar.

Palavras-chave: Educação Física; Inclusão; Práticas pedagógicas.
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ATIVIDADES LÚDICAS COMO ESTRATÉGIA PEDAGÓGICA PARA SUPERAÇÃO DE DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NO 2º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL: UM ESTUDO NA ESCOLA JOSÉ SECUNDO DE MARIA

Timótio Henrique Silva [1]

Orientadora: Rozineide Iraci Pereira da Silva [2]


[1] Discente, CBS – Christian Business School.

[2] Ph.D. Doutora em Ciências da Educação, Mestra em Ciências da Educação pela Universidade Federal de Alagoas-UFAL, Psicopedagoga, Pedagoga, Analista do Comportamento Aplicada, Especialista em Escrita Acadêmica Avançada, Professora do Ensino Superior e professora orientadora da Christian Business School-CBS. E-mail: rozineide.pereira1975@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0000-6863-7874.

RESUMO: O presente artigo analisa as contribuições das atividades lúdicas como estratégia pedagógica voltada à superação das dificuldades de aprendizagem no ciclo de alfabetização, especificamente em uma turma do 2º ano do Ensino Fundamental da Escola de Educação Básica José Secundo de Maria, no município de Itapipoca-CE. O estudo fundamenta-se em uma abordagem qualitativa descritiva do tipo estudo de caso. A coleta de dados transcorreu ao longo de quatro semanas nos meses de março e abril de 2026, por meio de observação participante registrada em diário de campo, entrevista semiestruturada com a professora regente e aplicação de duas oficinas pedagógicas focadas em leitura/escrita e raciocínio lógico-matemático. O suporte teórico apoia-se nas reflexões sobre ludicidade, aprendizagem e desenvolvimento psíquico formuladas por Vygotsky, Piaget, Luckesi, Kishimoto, Freire e Soares. Os resultados demonstram que a inserção intencional de jogos reduz a ansiedade dos discentes diante do erro, estimula a Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) pela mediação entre pares e eleva o engajamento nas tarefas escolares. Conclui-se que o brincar no contexto escolar constitui recurso didático indispensável para a consolidação da alfabetização e do letramento.

Palavras-chave: Ludicidade; Alfabetização; Dificuldades de Aprendizagem.
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BRINCAR E APRENDER: OS JOGOS COM REGRAS NO COTIDIANO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Rosa Maria da Silva Bento [1]

Orientadora: Rozineide Iraci Pereira da Silva [2]


[1] Discente, Christian Business School. rmsbento@hotmail.com.

[2] Ph.D. Doutora em Ciências da Educação, professora orientadora da Christian Business School-CBS, rozineide.pereira1975@gmail.com.

RESUMO: Esse artigo buscou discutir a importância dos jogos com regras no cotidiano da Educação Infantil, destacando sua contribuição para o desenvolvimento integral das crianças e para a construção de aprendizagens significativas. A pesquisa fundamenta-se em revisão bibliográfica, com base em autores que discutem o papel do brincar e das interações no processo educativo, tais como Jean Piaget, Lev Vygotsky, Kishimoto e Brougère. Os estudos evidenciam que os jogos com regras possibilitam às crianças compreender normas, respeitar combinados, desenvolver estratégias, solucionar problemas e exercer a cooperação e a autonomia. Os jogos constituem recursos pedagógicos que articulam aprendizagem e ludicidade, tornando o ambiente educativo mais significativo e acolhedor. Conclui-se que a inserção planejada e intencional dos jogos com regras no cotidiano escolar amplia as oportunidades de aprendizagem e favorece o desenvolvimento integral das crianças.

Palavras-chave: Educação Infantil; Brincar; Jogos com regras.
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“RETIRAR A PRÓPRIA VOZ PARA QUE A VOZ DA CRIANÇA APAREÇA”: MEDIAÇÃO DOCENTE E AUTONOMIA NOS ANOS INICIAIS À LUZ DE EDITH STEIN

Erica Karine Amorim Norbutas [1]

Orientadora: Rozineide Iraci Pereira da Silva [2]


[1] Mestranda da Christian Business School – CBS. E-mail: karinenorbutas@gmail.com. ORCID: 0009-0006-3436-6985.

[2] Ph.D. Doutora em Ciências da Educação, Mestra em Ciências da Educação pela Universidade Federal de Alagoas-UFAL, Psicopedagoga, Pedagoga, Analista do Comportamento Aplicada, Especialista em Escrita Acadêmica Avançada, Professora do Ensino Superior e professora orientadora da Christian Business School-CBS. E-mail: rozineide.pereira1975@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0000-6863-7874.

RESUMO: Este artigo discute a relação entre mediação docente e desenvolvimento progressivo da autonomia da criança nos anos iniciais do Ensino Fundamental, em diálogo com a antropologia filosófica e a concepção de formação de Edith Stein. O objetivo é compreender como o educador pode orientar, ensinar e oferecer apoios sem substituir a atividade própria do educando. Trata-se de pesquisa teórica, bibliográfica e qualitativa, articulada a episódios da prática pedagógica de uma turma de 2º ano de escola pública municipal. Os episódios são utilizados como campo de aproximação e problematização, sem pretensão de comprovação experimental ou generalização. A análise concentra-se em situações de leitura, correção coletiva, alfabetização, Matemática, duplas produtivas e preparação de um jogral, no qual a professora retirou progressivamente sua própria voz à medida que as crianças passaram a sustentar a leitura. Sustenta-se que a autonomia não equivale à ausência do educador ou à realização isolada de tarefas, mas à participação progressivamente mais ativa da criança em sua aprendizagem. Conclui-se que a mediação formativa deve abrir espaço crescente à atividade própria do educando, preservando simultaneamente direção pedagógica, singularidade e liberdade.

Palavras-chave: Edith Stein; Mediação docente; Autonomia.
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PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Angélica Honório de Carvalho [1]

Orientadora: Rozineide Iraci Pereira da Silva [2]


[1] Discente do curso de Mestrado em Ciências da Educação, Christian Business School (CBS). Licenciatura em Pedagogia,
E-mail: angelicahonoriocarvalho@gmail.com

[2]  Ph.D. e Doutora em Educação pela Christian Business School (CBS), com título de Doutora em Educação reconhecido pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL); Mestre em Educação pela CBS, com título reconhecido pela UFAL; especialista em Escrita Acadêmica Avançada e Psicopedagogia. Graduada em Pedagogia, professora da Educação Básica e pesquisadora na área de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Professora, orientadora e examinadora científica, com atuação em Educação Especial, Atendimento Educacional Especializado (AEE), Neuropsicopedagogia e Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Orientadora da Christian Business School (França) e docente/tutora em programas de formação superior e pós-graduação. Diretora Cultural da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB), quadriênio 2022–2026. e-mail: rozineide.pereira1975@gmail.com.

RESUMO: O presente artigo analisa a importância do planejamento e da avaliação nos anos iniciais do Ensino Fundamental, considerando a necessidade de articulação entre esses dois processos na organização da prática pedagógica. O estudo parte da compreensão de que o planejamento não deve ser entendido apenas como uma exigência burocrática, mas como um instrumento que orienta o trabalho docente, define objetivos, organiza estratégias e possibilita adequações conforme as necessidades apresentadas pelos estudantes. Do mesmo modo, a avaliação é abordada para além de sua função classificatória, sendo compreendida como um processo contínuo, diagnóstico e formativo, capaz de fornecer informações relevantes para a tomada de decisões pedagógicas. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, desenvolvida a partir da análise de produções acadêmicas em língua portuguesa, com prioridade para estudos publicados nos últimos cinco anos. Os resultados apontam que a integração entre planejamento e avaliação favorece o acompanhamento das aprendizagens, a identificação de dificuldades, a diversificação das estratégias e o replanejamento das ações docentes. Conclui-se que a articulação entre esses elementos contribui para uma prática pedagógica mais reflexiva, flexível e comprometida com o desenvolvimento dos estudantes nos anos iniciais.

Palavras-chave: Planejamento pedagógico. Avaliação da aprendizagem. Anos iniciais. Prática docente. Ensino Fundamental.
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