Gilda Aparecida Almeida Nunes [1]
Orientador: Diógenes José Gusmão Coutinho [2]
[1] Mestre em Ciências da Educação pela Christian Business School (CBS). Discente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Educação, CBS.
[2] Professor Doutor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Educação, Christian Business School (CBS).
RESUMO: Este artigo discute o processo de ensino e aprendizagem na Educação Infantil durante o isolamento social decorrente da pandemia de Covid-19, tomando como caso a Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Alegria, em Porto Velho (RO), no ano letivo de 2021. O objetivo foi identificar, a partir do relato de docentes, se e como ocorreu aprendizagem nas aulas remotas ofertadas a turmas de Pré I e Pré II (crianças de 4 a 5 anos e 11 meses) e quais as principais dificuldades enfrentadas nesse processo. Trata-se de pesquisa qualitativa, de natureza descritiva e de campo, operacionalizada por meio de questionário com questões abertas aplicado a sete professoras (quatro do Pré I e três do Pré II) e a uma orientadora educacional, ao final do ano letivo de 2021. Os resultados indicam que o WhatsApp foi o principal canal de ensino remoto, por meio do envio de atividades impressas e digitais, vídeos e cronogramas diários; que a principal dificuldade relatada foi o acesso limitado a internet e a dispositivos, frequentemente um único aparelho celular por família; e que a aprendizagem percebida pelas docentes esteve fortemente condicionada ao grau de mediação exercido pelos familiares, variando entre relatos de aprendizagem parcial e de ausência quase completa de progresso. A maioria das professoras avalia a aula remota como um recurso emergencial necessário, mas insuficiente para a Educação Infantil, por não substituir as interações, o brincar e o cuidado próprios dessa etapa. Conclui-se que o período agravou desigualdades preexistentes e reforçou a centralidade da parceria entre escola e família, apontando para a necessidade de políticas públicas de apoio à primeira infância em contextos de excepcionalidade.
Palavras-chave: Educação Infantil; Ensino remoto; Covid-19; Pré-escola; Ensino e aprendizagem.
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