Erica Karine Amorim Norbutas [1]
Orientadora: Rozineide Iraci Pereira da Silva [2]
[1] Mestranda da Christian Business School – CBS. E-mail: karinenorbutas@gmail.com. ORCID: 0009-0006-3436-6985.
[2] Ph.D. Doutora em Ciências da Educação, Mestra em Ciências da Educação pela Universidade Federal de Alagoas-UFAL, Psicopedagoga, Pedagoga, Analista do Comportamento Aplicada, Especialista em Escrita Acadêmica Avançada, Professora do Ensino Superior e professora orientadora da Christian Business School-CBS. E-mail: rozineide.pereira1975@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0000-6863-7874.
RESUMO: Este artigo discute a relação entre mediação docente e desenvolvimento progressivo da autonomia da criança nos anos iniciais do Ensino Fundamental, em diálogo com a antropologia filosófica e a concepção de formação de Edith Stein. O objetivo é compreender como o educador pode orientar, ensinar e oferecer apoios sem substituir a atividade própria do educando. Trata-se de pesquisa teórica, bibliográfica e qualitativa, articulada a episódios da prática pedagógica de uma turma de 2º ano de escola pública municipal. Os episódios são utilizados como campo de aproximação e problematização, sem pretensão de comprovação experimental ou generalização. A análise concentra-se em situações de leitura, correção coletiva, alfabetização, Matemática, duplas produtivas e preparação de um jogral, no qual a professora retirou progressivamente sua própria voz à medida que as crianças passaram a sustentar a leitura. Sustenta-se que a autonomia não equivale à ausência do educador ou à realização isolada de tarefas, mas à participação progressivamente mais ativa da criança em sua aprendizagem. Conclui-se que a mediação formativa deve abrir espaço crescente à atividade própria do educando, preservando simultaneamente direção pedagógica, singularidade e liberdade.
Palavras-chave: Edith Stein; Mediação docente; Autonomia.
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