PERCEPÇÕES DOS PROFESSORES FRENTE AOS DESAFIOS NO PROCESSO DE INCLUSÃO NA ESCOLA EMEIEF FLOR DO PIQUIÁ – PORTO VELHO

ELISANGELA TAVARES SANTOS

[1] Mestra em. Ciências da Educação, Christian Business School


RESUMO:Esta dissertação analisa as percepções de professores da EMEIEF Flor do Piquiá, em Porto Velho (RO), sobre os desafios enfrentados na inclusão de estudantes público-alvo da Educação Especial em turmas do ensino regular. Parte-se da compreensão da educação inclusiva como direito e como obrigação ética, pedagógica e legal da escola pública, superando a ideia de que a inclusão seria um favor ou apenas um ato de boa vontade individual. Trata-se de um estudo de caso qualitativo, com apoio de procedimentos quantitativos descritivos, realizado com 32 professores, gestores e profissionais do Atendimento Educacional Especializado (AEE) da escola. Os dados foram organizados em gráficos e tabela e analisados por meio de análise temática, em eixos que contemplam planejamento pedagógico, formação docente, apoios, condições estruturais e relações interpessoais. Os resultados indicam que, embora o grupo seja composto majoritariamente por docentes experientes, muitos relatam não ter recebido formação específica em educação inclusiva e avaliam seu nível de conhecimento como apenas parcial. Evidenciam-se barreiras pedagógicas, atitudinais, estruturais e de gestão, tais como turmas numerosas, insuficiência de recursos de acessibilidade, fragilidades no apoio institucional e na articulação com o AEE. Ao mesmo tempo, são identificadas experiências exitosas vinculadas à colaboração entre profissionais e às ações do AEE, ainda que de forma pontual. Conclui-se que a efetivação da inclusão escolar na escola investigada é tensionada por múltiplas barreiras, e que o fortalecimento da prática inclusiva requer investimento em formação inicial e continuada, melhoria das condições de trabalho, ampliação de recursos de acessibilidade e organização de tempos e espaços para o planejamento coletivo e o coensino entre professores e profissionais do AEE.

Palavras-chave: Educação inclusiva; Educação especial; Percepções docentes; Escola pública; Atendimento Educacional Especializado.
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PERCEPÇÕES DOS PROFESSORES FRENTE AOS DESAFIOS DO PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR NA EMEIEF FLOR DO PIQUIÁ, EM PORTO VELHO/RO

Elisangela Tavares Santos[1]
 
Orientadora: Rozineide Iraci Pereira da Silva[2]


[1] Mestra, Christian Business School. E-mail: elisangelatavares@gmail.com
[2] Ph.D. Doutora em Ciências da Educação, Mestra em Ciências da Educação pela Universidade Federal de Alagoas-UFAL, Psicopedagoga, Pedagoga, Analista do Comportamento Aplicada, Especialista em Escrita Acadêmica Avançada, Professora do Ensino Superior e professora orientadora da Christian Business School-CBS. E-mail: rozineide.pereira1975@gmail.com. https://orcid.org/0009-0000-6863-7874

RESUMO: Esse artigo buscou analisar as percepções dos professores da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Flor do Piquiá, em Porto Velho/RO, acerca dos desafios enfrentados no processo de inclusão de estudantes público-alvo da Educação Especial em turmas do ensino regular, compreendendo de que modo esses desafios atravessam o fazer pedagógico e a organização escolar. Para isso, realizou-se um estudo de caso de abordagem qualitativa, apoiado em procedimentos quantitativos descritivos, com a participação de trinta e dois professores, gestores e profissionais do Atendimento Educacional Especializado, cujos dados foram coletados por questionário estruturado e submetidos à análise temática organizada nos eixos planejamento pedagógico, formação docente, apoios institucionais, condições estruturais e relações interpessoais. Os dados evidenciaram que, embora o grupo seja composto majoritariamente por docentes experientes, apenas 5% receberam formação específica sobre inclusão durante a graduação e a maioria avalia seu conhecimento sobre práticas inclusivas como apenas parcial. Foram identificadas barreiras pedagógicas, atitudinais, estruturais e de gestão, com destaque para a insuficiência de recursos pedagógicos e tecnológicos (38%), a ausência de formação profissional (21%) e a falta de apoio da gestão escolar (17%), somadas a turmas numerosas e à fragilidade da articulação com o Atendimento Educacional Especializado. Em contrapartida, 47% dos participantes relataram experiências exitosas de inclusão, vinculadas sobretudo à colaboração entre profissionais. Conclui-se que a efetivação da inclusão escolar na instituição investigada é tensionada por múltiplas barreiras que não se reduzem ao despreparo individual do docente. Dessa forma, recomenda-se o investimento em formação inicial e continuada articulada ao cotidiano escolar, a melhoria das condições de trabalho, a ampliação dos recursos de acessibilidade e a organização de tempos e espaços institucionais para o planejamento coletivo e o coensino.

Palavras-chave: Educação inclusiva. Percepções docentes. Atendimento Educacional Especializado.

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AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NO ENSINO A DISTÂNCIA: PRÁTICAS,FERRAMENTAS DIGITAIS E GARANTIA DA QUALIDADE EDUCACIONAL

Andréa Patrícia Nogueira Gomes Gamarra1 

Adailton Ribeiro Alecrim2

Paulo Roberto Meloni Monteiro Bressan3 

Rozineide Iraci Pereira da Silva4

1 Andréa Patrícia Nogueira Gomes Gamarra, Mestranda em Ciências da Educação pela Christian Business School.

2 Adailton Ribeiro Alecrim, Mestranda de Mestrado em Ciências da Educação pela Christian Business School.

3 Paulo Roberto Meloni Monteiro Bressan, Prof. Dr., Centro Universitário FAEMA – UNIFAEMA, Ariquemes-RO.

4 Ph.D. e Doutora em Educação pela Christian Business School (CBS), com título de Doutora em Educação reconhecido pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL); Mestre em Educação pela CBS, com título reconhecido pela UFAL; especialista em Escrita Acadêmica Avançada e Psicopedagogia. Graduada em Pedagogia, professora da Educação Básica e pesquisadora na área de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Professora, orientadora e examinadora científica, com atuação em Educação Especial, Atendimento Educacional Especializado (AEE), Neuropsicopedagogia e Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Orientadora da Christian Business School (França) e docente/tutora em programas de formação superior e pós-graduação. Diretora Cultural da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB), quadriênio 2022–2026. e-mail: rozineide.pereira1975@gmail.com.

RESUMO: A avaliação da aprendizagem no Ensino a Distância (EaD) constitui instrumento essencial para o acompanhamento dodesempenho acadêmico e a garantia da qualidade educacional, diante da crescente utilização das tecnologias digitais no processo de ensino-aprendizagem. Este artigo tem como objetivo analisar as práticas de avaliação da aprendizagem na EaD, destacando o uso de ferramentas digitais e sua contribuição para a qualidade educacional. Parte-se do problema: como as práticas avaliativas e as ferramentas digitais utilizadas na EaD contribuem para aqualidade educacional e para a efetividade da aprendizagem? Como objetivos específicos, busca-se compreender os fundamentos da avaliação na EaD, identificar as principais ferramentas digitais empregadas, analisar metodologias e práticas pedagógicas em ambientes virtuais e discutir desafios e estratégias de qualidade. Quanto à metodologia, trata-se de pesquisa qualitativa, descritiva e bibliográfica, baseada em livros, artigos científicos e documentos oficiais.Os resultados demonstram que ferramentas digitais, metodologias ativas, feedback contínuo e estratégias diversificadas favorecem o acompanhamento da aprendizagem, embora persistam desafios quanto à autenticidadedas avaliações, à inclusão digital e à evasão escolar. Conclui-se que a avaliação na EaD deve ser compreendida como processo contínuo, participativo e formativo, essencial ao fortalecimento da qualidade educacional.

Palavras-chave: Avaliação da aprendizagem; Educação a Distância; Ferramentas digitais; Qualidade educacional; Tecnologias educacionais.

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