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PADRONIZAÇÃO DO RISCO CIRÚRGICO NA APS: PROTOCOLOS E FLUXOS ASSISTENCIAIS

Gustavo Almeida Jacinto do Nascimento[1]

Profa. Dra. Rozineide Iraci Pereira da Silva[2]

[1]Gustavo Almeida Jacinto do Nascimento, Cristian Business School
Pedagoga, psicopedagoga, Analista do Comportamento Aplicada, Especialista em Escrita Acadêmica Avançada, Mestra em Ciências da Educação, Doutora em Ciências da Educação pela Universidade Federal de Alagoas-UFAL e professora orientadora da Christian Business School-CBS. E-mail : rozineide.pereira1975@gmail.com.

RESUMO: A padronização do risco cirúrgico na Atenção Primária à Saúde ainda se apresenta como um campo pouco explorado e fragilmente incorporado aos fluxos assistenciais. Este estudo analisa criticamente como protocolos e diretrizes relacionados à avaliação do risco cirúrgico são abordados na produção científica, evidenciando a predominância de uma lógica hospitalocêntrica que desloca a identificação dos riscos para etapas tardias do cuidado. Os resultados apontam que a limitada inserção da APS nesse processo compromete a continuidade assistencial, favorece retrabalhos institucionais e amplia a exposição dos usuários a eventos adversos potencialmente evitáveis. A discussão então demonstra que há um determinado risco cirúrgico, quando integrada à rotina da Atenção Primária, fortalece a coordenação do cuidado, qualifica os encaminhamentos e amplia a leitura do risco para além de critérios estritamente clínicos. Conclui-se que a incorporação estruturada de protocolos e fluxos assistenciais na APS constitui estratégia fundamental para promover a segurança do paciente cirúrgico e para o fortalecimento do cuidado em rede no Sistema Único de Saúde.

Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde. Segurança do paciente. Avaliação pré-operatória.

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