Angélica Aparecida Bertelli de Moraes[1]
Rozineide Iraci Pereira da Silva[2]
RESUMO
A crescente demanda por práticas pedagógicas inclusivas nas escolas tem impulsionado o debate sobre o papel da gestão escolar e o uso de metodologias ativas como estratégias de promoção da equidade educacional. No Brasil e em Portugal, esse cenário se desenha a partir de contextos distintos, mas com um objetivo comum: garantir o acesso, a permanência e o sucesso escolar de todos os estudantes, independentemente de suas condições pessoais, sociais ou cognitivas. Este artigo tem como objetivo analisar comparativamente como as metodologias ativas vêm sendo incorporadas pelas gestões escolares nos dois países como ferramentas de inclusão, partindo da hipótese de que Portugal apresenta maior estruturação e efetividade nesse processo. Para tanto, foi realizada uma pesquisa qualitativa com base em revisão bibliográfica de artigos científicos, legislações e documentos institucionais publicados entre 2020 e 2025. A análise centrou-se em quatro eixos: fundamentos das metodologias ativas na inclusão, desafios da gestão escolar no Brasil, conquistas em Portugal e análise comparativa. Os resultados indicam que, enquanto o Brasil enfrenta obstáculos relacionados à escassez de formação docente e recursos, Portugal avança com políticas bem estruturadas, equipes multidisciplinares e autonomia curricular, o que favorece a implementação consistente das metodologias ativas. Conclui-se que a efetivação de uma educação inclusiva requer uma gestão escolar comprometida, formação docente continuada, práticas pedagógicas inovadoras e políticas públicas que sustentem a transformação institucional. Os achados podem subsidiar ações concretas no campo da formação de professores e da elaboração de políticas educacionais voltadas à inclusão.
Palavras-chave: metodologias ativas, gestão escolar, educação inclusiva, equidade educacional, Brasil, Portugal.
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