Andream Luis Sampaio Bentes [1]
Orientadora: Rozineide Iraci Pereira da Silva [2]
[1] Mestrando em Educação pela Christian Business School. andreamluis@gmail.com.
[2] Doutora em Educação pela Christian Business School. rozineide.pereira1975@gmail.com.
RESUMO: Este artigo analisa os desafios da formação docente frente à inteligência artificial, com atenção à inclusão produtiva dos estudantes. O objetivo foi compreender quais saberes profissionais ajudam o professor a integrar sistemas generativos ao ensino sem ceder sua autonomia pedagógica, a autoria discente ou a proteção de dados. A pesquisa adotou revisão bibliográfica narrativa e análise documental de quinze fontes abertas, publicadas entre 2021 e 2026. O corpus reuniu artigos brasileiros, documentos do Ministério da Educação, legislação nacional e referenciais internacionais sobre competências em inteligência artificial e trabalho. A análise identificou quatro exigências formativas: letramento técnico, decisão pedagógica, responsabilidade ética e leitura das mudanças ocupacionais. Os resultados indicam que o domínio operacional de ferramentas não basta. O professor precisa verificar respostas, reconhecer vieses, redesenhar avaliações, proteger informações pessoais e relacionar conteúdos escolares às tarefas profissionais mediadas por sistemas inteligentes. A inclusão produtiva exige acesso equitativo, formação continuada vinculada à prática e participação docente nas regras institucionais. A inteligência artificial ganha valor educacional quando permanece subordinada aos objetivos de aprendizagem e ao julgamento humano.
Palavras-chave: Inteligência artificial. Formação docente. Inclusão produtiva.
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